quinta-feira, 3 de julho de 2008

Lost

Assistindo ao seriado Lost, vemos não só pessoas perdidas por causa de um acidente aéreo, mas principalmente perdidos em meio as suas meias verdades, ou mentiras inteiras. Na verdade, o período em que eles estão naquela ilha, que de deserta não tem nada (tem até manifestações sobrenaturais como uma nuvem negra – 2ª temporada) é um bom pretexto para refletir na vida. Quantas vezes você já se viu sozinho cheio de gente a sua volta? “Perdido, sozinho, errando de bar em bar...” como diria Lulu Santos, procurando achar uma saída para seu sofrimento e solidão. Mas Jesus te diz assim: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mateus 11:28-30)
Ou seja, você não precisa ficar descarregando suas frustrações em coisas que não te acrescentam nada (bebida, drogas, sexo ilícito), mas pode ser realmente feliz e realizado na presença de Deus, numa alegria sincera, tendo a certeza de que alguém te ama pelo que você é.
“Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar quem está perdido”. Lc 19.10
Venha fazer parte dessa geração de vencedores junto a nós.
“Porque ali o Senhor ordena a sua bênção e a vida para sempre”. Sl 133:3b



sexta-feira, 20 de junho de 2008

Aniversário

Dia 5 de Julho, Culto de ação de Graças pelo 7º aniversário da Igreja Evangélica Vida Plena.
Rua Hugo Gonçalves, 230, Colubandê, SG (templo provisório), rua da academia Golfinho
Palavra: Pr Anderson Resende
Louvor: Ministério de Louvor da Igreja Batista Betel Jardim Catarina (Pr Fernando Carlos)
A partir das 18:00h.
No mesmo dia, Festival de Caldinhos (pra aproveitar o clima de inverno!)
Mocotó, feijão, caldo verde, ervilha e bobó de carne
Participe e traga sua Igreja.
Aguardamos vc no amor de Jesus!!
Bjks.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

EM OBRAS...

É isso aí pessoal... estamos em obras.
Depois de algum tempo (7 anos) em espaços alugados, Deus colocou em nosso coração o desejo de ousar. Deixamos o lugar de conforto e estamos construindo um tabernáculo. O objetivo é, em no máximo 6 meses, construir o templo.
Estamos na TENDA. Tenda de milagres, transformações, novidades. Lugar de renúncia e humilhação diante do Senhor.
Estamos mudando para melhorar a qualidade de serviço.
Nosso objetivo é adorar ao Senhor de modo que essa adoração chege às Suas narinas como incenso suave e agradável.
Virão modificações, ainda, nos trabalhos realizados. Novas programações, festas, tudo para aquecer os corações desse povo maravilhoso que está conosco há tanto tempo e tem lutado para permanecer fiel. Tudo pelo Senhor.
Nos sentimos felizes e livres. Sabemos que dificuldades virão, porém Deus é conosco, é Ele quem nos fortalece e guarda.
Enquanto estivermos unidos seremos como o cordão de três dobras, que não se rompe tão fácil. Se Deus é por nós, quem será contra nós?
Confiamos em Deus e esperamos Nele.
Estamos debaixo da cobertura do Espírito Santo nessa empreitada e sabemos que há muitas orações subindo ao Trono de Glória, intercessores incansáveis que nos sustentam com seu clamor.
Acima de tudo, há o Sangue de Cristo que nos cobre.
A Deus toda glória pelos séculos dos séculos, amém!!!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Uma Nação movida pelos dons Espirituais

Uma Nação movida pelos dons Espirituais

Esses dias a Nação brasileira e diversas nações se reuniram em Porto Seguro e lá estudamos sobre o tema ‘Uma nação Movida nos Dons Espírito’. Mas, o que seria uma nação movida pelos dons? Temos trabalhado com a proposta de levar cada pessoa a entender a profundidade de uma conquista, e trazer uma Nação aos pés de Yeshua. Os dons espirituais são a ferramenta que Deus deixou para que um manto novo se levantasse nesse tempo difícil, e para que tenhamos do Senhor uma vida cheia da proposta de Deus.

Uma Nação movida pelos dons fala do governo de Deus em operação em áreas que jamais foram vistas em toda a História. Um domínio total do Senhor na vida do povo e da Igreja. Homens, mulheres e crianças, famílias em peso caminhando numa só rota e falando uma só linguagem.

Os dons têm uma função: fazer o Espírito de Deus Se mover na Terra. Os dons estão divididos em operações diferentes. Existem os dons ministeriais. “Porque assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma operação, assim nós, que somos muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons, segundo a graça que nos é dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com cuidado; o que exercita misericórdia, com alegria.” (Romanos 12:4-8)

Também vemos os dons do Espírito. “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema, e ninguém pode dizer que Jesus é o SENHOR, senão pelo Espírito Santo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil. Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.” (I Coríntios 12:1-11)

“Segui o amor, e procurai com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar. Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Mas o que profetiza fala aos homens, para edificação, exortação e consolação. O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.”(I Coríntios 14:1-4)

Os dons qualificam a Igreja, e levam o Corpo de Cristo a se mover de forma correta. Cada um com sua finalidade. Deus não daria dons aos Seus filhos para serem guardados em celeiros. Os dons são uma dinâmica espiritual, valores inquebráveis, para que homens e mulheres possam, além de ser beneficiados com a presença de Deus, ajudar a efetivação do Corpo de Cristo.

Porém, existem três dons que movem a Igreja e são considerados como permanentes, e um deles é o maior: fé, esperança, amor. Isso se torna um desafio em conhecer, pois uma nação movida em fé, esperança e amor, com certeza será visitada pela glória de Deus e as mudanças serão visíveis diante dos nossos olhos. Claro que uma nação poderá se mover pelos dons espirituais, e ter os principais como ponto de partida.

Falar de cada dom é um desafio espetacular, pois cada um deles cumpre um papel fundamental no Corpo de Cristo, é para uma explosão de glória e poder, e consequentemente uma ajuda no crescimento da Igreja e a visão completa da multiforme maneira do nosso Deus trabalhar. Uma nação movida pelo Espírito está sendo uma convocação divina e visivelmente uma ação da Glória de Deus aqui na Terra. Mudanças significativas surgirão e, como resultado final, atrairemos a glória do Messias.


Dom da Fé

Quem poderá mover uma nação? Quem poderá transformar uma nação? Quem poderá mudar uma nação, quem poderá restaurar uma nação? Quem poderá reconstruir uma nação? Quem poderá resgatar uma nação? A Fé é um dom que vem da parte de Deus para fortalecer caráter e propósito. Quando estamos envolvidos no caráter e propósito de Deus, Ele nos honra e faz nascer coisas poderosas.

“Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” (Hebreus 11:1). A fé nos dá essa firmeza. Os reinos, os tronos, os tempos, as estações foram mudadas pela fé. Vemos uma nação inteira sendo plasmada em fé, onde a cada dia nasce uma multidão de homens e mulheres confessando o senhorio do Messias, e estabelecendo novas metas para que um povo receba um novo coração.

É pela fé que teremos um Brasil novo. Quando entramos nesse útero no ano 2000, tomo a nação por testemunha, muitas situações estavam irreversíveis. Era como se homens se tornassem deuses e imortais, e pensassem que poderiam ser os senhores da terra e donos do mundo. Muita incredulidade permeava o nosso arraial, nossas igrejas viviam num marasmo, desanimadas, debaixo de um espírito de intimidação. Deus, pela fé, deu-nos a graça de vermos a cada passo um cenário novo surgindo e, claro, com a ordem divina entrando em operação, nasceu um novo Brasil.

Sustentamos pela fé a linguagem, crédulos de que o Senhor nos honraria, e debaixo desse comando prosseguimos. Está diante dos nossos olhos um novo Brasil, plenamente restaurado em áreas que jamais poderíamos crer no natural, pelo dom da fé, que vence as circunstâncias, que nos faz ver o invisível, e chamar à existência as coisas inexistentes, e fazer se manifestar a grandeza do braço forte do Senhor!

Um Brasil gerado na fé, mantido na fé, que será conservado na fé. A fé nos foi dada para darmos comandos no mundo espiritual e trazermos a promessa para o mundo físico, provando que o justo vive da fé, e não recua. “Mas o justo viverá da fé; e, se ele recuar, a minha alma não tem prazer nele. Nós, porém, não somos daqueles que se retiram para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma.” (Hebreus 10:38-39). Um povo que se move em fé. Hoje será desatada uma unção de fé, para a conquista de novos territórios e manutenção dos que já foram conquistados. É uma nação se movendo por princípio.

Existem tipos e níveis de fé, mas todos estão sendo regidos pelo dom da fé. A fé que a Nação vai receber é a fé para limpar as geografias, principalmente as vidas. Judas 20 diz: “Edificando-vos na vossa fé santíssima”. Essa Fé Santa é a ferramenta que a nação precisa para construir um povo de caráter, com renúncias visíveis e, claro, com a proposta de curar a Nação, porque a fé faz ressuscitar os mortos, e faz nascer coisas extraordinárias. Brasil! Hoje você entra no Dom da Fé para mudar o seu mundo! Você crê? Então, se aposse do Dom da Fé!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Os dons da graça

Os dons da graça
Quero compartilhar com vocês um pouco do que recebi de Deus no 9° Congresso de Restauração da Nação, em Porto Seguro, útero do Brasil:
Dra. Edméia Williams
“E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder. Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1:7,8)
A última referência de Jesus antes de ascender aos céus foi sobre o Espírito Santo. Vocês podem perceber a admiração, o espanto, a dor, todos esses sentimentos misturados à alegria por algo totalmente novo.
Quando Jesus lhes disse que seria até aos confins da Terra, Ele não disse mais nada. Os discípulos ficaram parados e não foi visto mais nada. Mais tarde, eles anunciaram que Jesus viria da mesma forma como havia subido.
Os 11 discípulos sabiam muito porque estudaram diretamente com o Mestre dos mestres. Esconderam-se porque estavam preocupados com os judeus. Eles estavam cheios do conhecimento, completos da verdade. Mas, não fizeram nada.
Dez dias depois, quando o poder veio, houve uma explosão, veio do céu para a Terra um poder que continua na Terra desde o dia de Pentecostes. Naquele dia, começou um novo tempo na Terra porque o poder de Deus desceu para os discípulos de Jesus.
Os discípulos saíram para expressar o que haviam recebido. O Espírito trouxe poder para vencer o pecado, resistir à tentação, amar o inimigo, abrir o peito e entregar a mensagem que recebemos de Jesus Cristo, poder para testemunhar em Jerusalém, em toda a Judéia, Samaria e as nações da Terra.
Quando Adão e Eva pecaram, Deus tratou com cada um. Adão disse que era culpa de Eva. Eva disse a Deus que havia comido do fruto que o Senhor havia dito a ela que não comesse, pois havia sido enganada pela serpente.
Deus disse que colocaria inimizade entre o descendente da mulher e a serpente. Esta teria a cabeça esmagada pelo descendente da mulher. Ao formar o homem, Deus soprou nele o fôlego de vida e a mulher recebeu da vida que estava no homem.
Se a primeira noiva do primeiro Adão caiu porque recebeu o espírito de engano, você, Igreja, tem recebido o espírito da verdade.
Jesus disse a Nicodemos que era importante nascer de novo. E o mesmo vale a todos nós.
Em Romanos 12:6-8 », a Palavra diz que recebemos dons de acordo com a graça que nos foi dada.
A Bíblia diz que Deus nos escolheu antes da fundação do mundo. Ele determinou o momento, a cidade, a família em que você iria nascer. A Bíblia diz que foi Deus quem formou você, quando no oculto acontecia a formação. Ele já havia escrito todos os seus dias. Ele formou o seu interior.
É Deus quem coloca os temperos especiais em cada pessoa. Esses temperos são chamados de graça de Deus. Graça é dom, é charme, é carisma de Deus na vida do homem.
É Deus quem coloca os temperos especiais em cada pessoa. Esses temperos são chamados de graça de Deus.
O Apóstolo Paulo indica 7 dessas graças.
. Profecia
Em todos os dons, temos a profecia. Ela vem de profetéia, no grego, facilidade de expressão, de dizer o que você sente, falar bem. Existem pessoas que nascem temperadas com essa graça outras não.
. Serviço ou ministério
A pessoa que é temperada com essa graça tem o prazer em servir. É uma capacitação para ver a necessidade de outros. Ela se prontifica como a solução daquele problema. Existe uma proposta de Deus para essa pessoa.
. Ensino
A Bíblia diz que aquele que ensina deve se esmerar em fazer da melhor maneira. Essas pessoas gostam de pesquisar, aprender, sentem prazer nisso. Devemos louvar a Deus por existirem pessoas dotadas com essa graça, têm o dom da pesquisa. Não são pessoas festeiras, gostam mais de aprender para entregar.
. Exortação
A pessoa que tem esta graça da exortação não fala muito, mas fala forte. Quando abre a boca, as pessoas ouvem com atenção, porque a sua palavra é forte. A exortação é a graça da palavra forte.
. Dar e Contribuição
A Bíblia diz que existe aquele que contribui com liberalidade. Essa é uma graça também. Há pessoas que nascem capacitadas em saber como lidar com o dinheiro. Elas possuem a capacidade divina de saber como multiplicar.
As pessoas com a graça de contribuir são muito prósperas, porque a Bíblia diz que basta dar.
. Presidência
Há pessoas que presidem com diligência. Essa graça é também chamada de liderança. Elas enxergam como o presente pode influenciar o futuro. Conseguem ver as deficiências assim como a graça porque ambas são visíveis.
. Misericórdia
O dom da misericórdia é fácil de ser percebido. A pessoa abraça, ajuda, ama com facilidade. As pessoas que têm o dom da misericórdia se importam com as necessidades de outros e buscam ajudá-los.
Possuímos diferentes dons segundo a graça que nos foi concedida. Esses dons e essas graças foram misturadas em nós antes de nascermos. Podemos enxergar muitas delas em nossas vidas, mas uma sobressai mais que outras.
Possuímos diferentes dons segundo a graça que nos foi concedida. Podemos enxergar muitas delas em nossas vidas, mas uma sobressai mais que outras.
Quando Deus formava o seu interior e lhe preparava, Ele colocava em você essas graças incontestáveis. E muitos servem ao diabo com a graça que receberam de Deus.
Gostaria que você se recolhesse um pouco e contemplasse, com os discípulos de Jesus, o momento em que Jesus voltava para o Pai, após 33 anos na Terra. Ele nos deixou como discípulos cheios da graça do Pai. O comando por Ele entregue foi para que esperássemos o Espírito que faria valer a graça que já está em nós.
Reserve um momento hoje para reconhecer qual foi a graça que Deus lhe deu desde o ventre. O Senhor o colocou aqui na Terra para você ser a Igreja do século 21. Desde a fundação do mundo, você está reservado para este momento. Então, descubra qual a graça maior que está em você e se entregue a Ele para fazer fluir essa graça.
Proclame a autoridade, o direito e o amor de Deus e se renda a Deus pela escolha que Ele mesmo fez quando deu a você a graça. Peça a Ele que você possa corresponder de acordo com a graça e que ela seja usada para o fortalecimento da Igreja aqui na Terra.

É preciso parar de correr atrás do vento e de cavar cisternas que não retêm água!

É preciso parar de correr atrás do vento e de cavar cisternas que não retêm água!
por: Ultimato


Para você saber lidar com o muro da morte e passar para o outro lado dele...

Para você ficar livre da eterna mesmice da vida (a intolerável rotina de sempre) e experimentar coisas novas e surpreendentes...

Para você não ser obrigado a confessar, já velho e acabado, que sua vida foi uma vida boba, sem sentido e terrivelmente frustrante...

Para você não correr atrás do vento como um bobo...

Para você não repetir no final de cada dia, no final de cada semana, no final de cada mês, no final de cada ano, no final de cada aniversário, que “tudo é vaidade”...

Para você se libertar de sua continuada depressão...

Para você não cometer, em algum momento da vida, suicídio...

“Lembre-se do seu Criador enquanto você ainda é jovem, antes que venham os dias maus e cheguem os anos em que você dirá: ‘Não tenho mais prazer na vida’” (Ec 12.1, NTLH).

Substitua o "Memento Morti" (lembre que deve morrer) pelo "Memento Creatoris" (lembre-se do seu Criador).

Desde que você busque a Deus em primeiro lugar e tenha o devido temor ao Senhor, não é necessário que você desapareça deste mundo (Jo 17.15) e construa um barraco no meio da floresta para se isolar de tudo e de todos. Não é necessário que você abra mão da sabedoria, do sucesso, dos prazeres da vida, do trabalho, da ascensão econômica, dos exercícios físicos, da alegria da música, da beleza, do amor, da família, da sociedade e dos sonhos. O livro de Eclesiastes ensina isso: “Jovem, aproveite a sua mocidade e seja feliz enquanto é moço. Faça tudo o que quiser e siga os desejos do seu coração. Mas lembre-se de uma coisa: Deus o julgará por tudo o que você fizer. Não deixe que nada o preocupe ou faça sofrer, pois a mocidade dura pouco” (Ec 11.9-10, NTLH).

O Sábio usa três vezes uma palavrinha mágica no último capítulo de Eclesiastes. É preciso lembrar-se do tédio “antes que venham os dias maus” (Ec 12.1), "antes" do processo irreversível da decrepitude (Ec 12.2-6), "antes" da morte (Ec 12.6-8). Quanto mais tarde se toma essa decisão inteligente, maior vai se tornando o desperdício da vida e o consumo da amargura. É muito mais sábio acabar com a alienação de Deus no início da vida do que no final, quando a “lamparina de ouro cai e quebra”, quando a “corrente de prata se arrebenta”, quando o “pote de barro se despedaça e a corda do poço se parte” (Ec 12.6-7).

O Eclesiastes é muito prático. Bastam as duas últimas frases do livro: “De tudo o que foi dito, a conclusão é esta: tema a Deus e obedeça aos seus mandamentos porque foi para isso que fomos criados. Nós teremos de prestar contas a Deus de tudo o que fizemos e até daquilo que fizemos em segredo, seja o bem ou o mal” (Ec 12.13-14, NTLH).

A mensagem de Eclesiastes pode ser reencontrada em um versículo do profeta Jeremias: “O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água” (Jr 2.13). Correr atrás do vento e cavar cisternas rachadas a vida inteira são metáforas diferentes com mensagens iguais. As duas denunciam a falta de Deus na mente, no coração e na vida de qualquer ser humano que rodopia em torno de si mesmo.

Chega da “vida boba”, “da triste maneira de viver”, chega de nostalgia (a saudade escondida de Deus), chega de arrogância, chega de teimosia, chega de incredulidade, chega de “correr atrás do vento”!
. . .

terça-feira, 11 de março de 2008

Como morreu Jesus

Médico legista dos EUA faz uma inédita autópsia de Cristo e explica, cientificamente, o que ocorreu em seu corpo durante o calvárioDe duas, uma: sempre que a ciência se dispõe a estudar as circunstâncias da morte de Jesus Cristo, ou os pesquisadores enveredam pelo ateísmo e repetem conclusões preconcebidas ou se baseiam exclusivamente nos fundamentos teóricos dos textos bíblicos e não chegam a resultados práticos. O médico legista americano Frederick Zugibe, um dos mais conceituados peritos criminais em todo o mundo e professor da Universidade de Columbia, acaba de quebrar essa regra. Ele dissecou a morte de Jesus com a objetividade científica da medicina, o que lhe assegurou a imparcialidade do estudo. Temente a Deus e católico fervoroso, manteve ao longo do trabalho o amor, a devoção e o respeito que Cristo lhe inspira.
Zugibe, 76 anos, juntou ciência e fé e atravessou meio século de sua vida debruçado sobre a questão da verdadeira causa mortis de Jesus. Escreveu três livros e mais de dois mil artigos sobre esse tema, todos publicados em revistas especializadas, nos quais revela como foi a crucificação e quais as conseqüências físicas, do ponto de vista médico, dos flagelos sofridos por Cristo durante as torturantes 18 horas de seu calvário. O interesse pelo assunto surgiu em 1948 quando ele estudava biologia e discordou de um artigo sobre as causas da morte de Jesus. Desde então, não mais deixou de pesquisar e foi reconstituindo com o máximo de fidelidade possível a crucificação de Cristo. Nunca faltaram, através dos séculos, hipóteses sobre a causa clínica de sua morte. Jesus morreu antes de ser suspenso na cruz? Morreu no momento em que lhe cravaram uma lança no coração? Morreu de infarto? O médico legista Zugibe é categórico em responder “não”. E atesta a causa mortis: Jesus morreu de parada cardiorrespiratória decorrente de hemorragia e perda de fluidos corpóreos (choque hipovolêmico), isso combinado com choque traumático decorrente dos castigos físicos a ele infligidos. Para se chegar a esse ponto é preciso, no entanto, que antes se descreva e se explique cada etapa de seu sofrimento.
Zugibe trabalhou empiricamente. Ele utilizou uma cruz de madeira construída nas medidas que correspondem às informações históricas sobre a cruz de Jesus (2,34 metros por 2 metros), selecionou voluntários para serem suspensos, monitorou eletronicamente cada detalhe – tudo com olhos e sentidos treinados de quem foi patologista-chefe do Instituto Médico Legal de Nova York durante 35 anos. As suas conclusões a partir dessa minuciosa investigação são agora reveladas no livro A crucificação de Jesus – as conclusões surpreendentes sobre a morte de Cristo na visão de um investigador criminal, recém-lançado no Brasil (Editora Idéia e Ação, 455 págs., R$ 49,90). “Foi como se eu estivesse conduzindo uma autópsia ao longo dos séculos”, escreve o autor na introdução da obra. Trata-se de uma viagem pela qual ninguém passa incólume – sendo religioso, agnóstico ou ateu. O ponto de partida é o Jardim das Oliveiras, quando Jesus se dá conta do sofrimento que se avizinha: condenação, açoitamento e crucificação. Relatos bíblicos revelam que nesse momento “o seu suor se transformou em gotas de sangue que caíram ao chão”. A descrição (feita pelo apóstolo Lucas, que era médico) condiz, segundo o legista, com o fenômeno da hematidrose, raro na literatura médica, mas que pode ocorrer em indivíduos que estão sob forte stress mental, medo e sensação de pânico. As veias das glândulas sudoríparas se comprimem e depois se rompem, e o sangue mistura-se então ao suor que é expelido pelo corpo.Fala-se sempre das dores físicas de Jesus, mas o seu tormento e sofrimento mental, segundo o autor, não costumam ser lembrados e reconhecidos pelos cristãos: “Ele foi vítima de extrema angústia mental e isso drenou e debilitou a sua força física até a exaustão total.” Zugibe cita um trecho das escrituras em que um apóstolo escreve: “Jesus caiu no chão e orou.” Ele observa que isso é uma indicação de sua extrema fraqueza física, já que era incomum um judeu ajoelhar-se durante a oração. A palidez com que Cristo é retratado enquanto está no Jardim das Oliveiras é um reflexo médico de seu medo e angústia: em situações de perigo, o sistema nervoso central é acionado e o fluxo sangüíneo é desviado das regiões periféricas para o cérebro, a fim de aguçar a percepção e permitir maior força aos músculos. É esse desvio do sangue que causa a palidez facial característica associada ao medo. Mas esse era ainda somente o começo das 18 horas de tortura. Após a condenação, Jesus é violentamente açoitado por soldados romanos por ordem de Pôncio Pilatos, o prefeito de Judéia. Para descrever com precisão os ferimentos causados pelo açoite, Zugibe pesquisou os tipos de chicotes que eram usados no flagelo dos condenados. Em geral, eles tinham três tiras e cada uma possuía na ponta pedaços de ossos de carneiro ou outros objetos pontiagudos. A conclusão é que Jesus Cristo recebeu 39 chibatadas (o previsto na chamada Lei Mosaica), o que equivale na prática a 117 golpes, já que o chicote tinha três pontas. As conseqüências médicas de uma surra tão violenta são hemorragias, acúmulo de sangue e líquidos nos pulmões e possível laceração no baço e no fígado. A vítima também sofre tremores e desmaios. “A vítima era reduzida a uma massa de carne, exaurida e destroçada, ansiando por água”, diz o legista.
Ao final do açoite, uma coroa de espinhos foi cravada na cabeça de Jesus, causando sangramento no couro cabeludo, na face e na cabeça. Também nesse ponto do calvário, no entanto, interessa a explicação pela necropsia. O que essa coroa provocou no organismo de Cristo? Os espinhos atingiram ramos de nervos que provocam dores lancinantes quando são irritados. A medicina explica: é o caso do nervo trigêmeo, na parte frontal do crânio, e do grande ramo occipital, na parte de trás. As dores do trigêmeo são descritas como as mais difíceis de suportar – e há casos nos quais nem a morfina consegue amenizá-las. Em busca de precisão científica, Zugibe foi a museus de Londres, Roma e Jerusalém para se certificar da planta exata usada na confecção da coroa. Entrevistou botânicos e em Jerusalém conseguiu sementes de duas espécies de arbustos espinhosos. Ele as plantou em sua casa, elas brotaram e cresceram. O pesquisador concluiu então que a planta usada para fazer a coroa de espinhos de Jesus foi o espinheiro- de-cristo sírio, arbusto comum no Oriente Médio e que tem espinhos capazes de romper a pele do couro cabeludo. Após o suplício dessa “coroação”, amarraram nos ombros de Jesus a parte horizontal de sua cruz (cerca de 22 quilos) e penduraram em seu pescoço o título, placa com o nome e o crime cometido pelo crucificado (em grego, crucarius). Seguiu-se então uma caminhada que os cálculos de Zugibe estimam em oito quilômetros. Segundo ele, Cristo não carregou a cruz inteira, mesmo porque a estaca vertical costumava ser mantida fora dos portões da cidade, no local onde ocorriam as crucificações. Ele classifica de “improváveis” as representações artísticas que o mostram levando a cruz completa, que então pesaria entre 80 e 90 quilos.
Ao chegar ao local de sua morte, as mãos de Jesus foram pregadas à cruz com pregos de 12,5 centímetros de comprimento. Esses objetos perfuraram as palmas de suas mãos, pouco abaixo do polegar, região por onde passam os nervos medianos, que geram muita dor quando feridos. Já preso à trave horizontal, Cristo foi suspenso e essa trave, encaixada na estaca vertical. Os pés de Jesus foram pregados na cruz, um ao lado do outro, e não sobrepostos – mais uma vez, ao contrário do que a arte e as imagens representaram ao longo de séculos. Os pregos perfuraram os nervos plantares, causando dores lancinantes e contínuas.Preso à cruz, Cristo passou a sofrer fortes impactos físicos. Para conhecê-los em detalhes, o médico legista reconstituiu a crucificação com voluntários assistidos por equipamentos médicos. Os voluntários tinham entre 25 e 35 anos e o monitoramento físico incluiu eletrocardiograma, medição da pulsação e da pressão sangüínea. Eletrodos cardíacos foram colados ao peito dos voluntários e ligados a instrumentos para testar o stress e os batimentos cardíacos. Todos os voluntários observaram que era impossível encostar as costas na cruz. Eles sentiram fortes cãibras, adormecimento das panturrilhas e das coxas e arquearam o corpo numa tentativa de esticar as pernas.
Zugibe contra Mel GibsonO filme americano A paixão de Cristo (2005), de Mel Gibson (foto), é duramente criticado pelo médico Frederick Zugibe. Ele afirma que a produção tem equívocos médicos, científicos e históricos. Os erros: • Jesus leva um violento golpe no olho no Jardim das Oliveiras. De acordo com Zugibe, ele não foi agredido nessa fase de seu calvário.• Apenas o aramaico e o latim são falados no filme. Ficou de fora o grego, principal idioma da Terra Santa na época de Jesus. • A parte da frente do corpo de Jesus também é açoitada, o que contraria os escritos antigos. • Jesus leva uma cruz de 80 a 90 quilos. Zugibe afirma que só a barra horizontal era carregada e a vertical ficava pregada ao chão do lado de fora dos portões da cidade. • O descanso para os pés mostrado no filme é uma invenção de artistas do século passado, segundo Zugibe. • Ao contrário do que mostra o filme, a água e o sangue não jorram do peito de Jesus após a retirada da lança. Escorrem suavemente.
A partir desse derradeiro, corajoso e ousado experimento realizado por Zugibe, ele passou a discutir o que causou de fato a morte de Cristo. Analisou três teorias principais: asfixia, ruptura do coração e choque traumático e hipovolêmico – por isso a importância médica e fisiológica de se ter descrito, anteriormente e passo a passo, o processo de tortura física e psíquica a que Jesus foi submetido. A teoria mais propagada é a da morte por asfixia, mas ela jamais foi testada cientificamente. Essa hipótese sustenta que a posição na cruz é incompatível com a respiração, obrigando a vítima a erguer o corpo para conseguir respirar. O ato se repetiria até a exaustão e ele morreria por asfixia quando não tivesse mais forças para se mover. Defende essa causa mortis o cirurgião francês Pierre Barbet, que se baseou em enforcamentos feitos pelo Exército austro-germânico e pelos nazistas no campo de extermínio de Dachau. Zugibe classifica essa tese de “indefensável” sob a perspectiva médica. Os exemplos do Exército ou do campo de concentração não valem porque os prisioneiros eram suspensos com os braços diretamente acima da cabeça e as pernas ficavam soltas no ar. Não é possível comparar isso à crucificação, na qual o condenado é suspenso pelos braços num ângulo de 65 a 70 graus do corpo e tem os pés presos à cruz, o que lhe dá alguma sustentação. Experimentos feitos com voluntários atados com os braços para o alto da cabeça mostraram que, em poucos minutos, eles ficaram com capacidade vital diminuída, pressão sangüínea em queda e aumento na pulsação. O radiologista austríaco Ulrich Moedder também derruba o raciocínio de Barbet afirmando que esses voluntários não suportariam mais de seis minutos naquela posição sem descansar. Pois bem, Jesus passou horas na cruz.Quanto à hipótese de Cristo ter morrido de ruptura do coração ou ataque cardíaco, Zugibe alega ser muito difícil que isso ocorra a um indivíduo jovem e saudável, mesmo após exaustiva tortura: “Arteriosclerose e infartos do miocárdio eram raros naquela parte do mundo. Só ocorriam em indivíduos idosos.” Ele descarta a hipótese por falta de provas documentais. Prefere apostar no choque causado pelos traumas e pelas hemorragias. A isso somaram-se as lancinantes dores provenientes dos nervos medianos e plantares, o trauma na caixa torácica, hemorragias pulmonares decorrentes do açoitamento, as dores da nevralgia do trigêmeo e a perda de mais sangue depois que um dos soldados lhe arremessou uma lança no peito, perfurando o átrio direito do coração. Zugibe usa sempre letras maiúsculas nos pronomes que se referem a Jesus e se vale de citações bíblicas revelando a sua fé. Indagado por ISTOÉ sobre a sua religiosidade, ele diz que os seus estudos aumentaram a sua crença em Deus: “Depois de realizar os meus experimentos, eu fui às escrituras. É espantosa a precisão das informações.” Ao final dessa viagem ao calvário, Zugibe faz o que chama de “sumário da reconstituição forense”. E chega à definitiva causa mortis de Jesus, em sua científica opinião: “Parada cardíaca e respiratória, em razão de choque traumático e hipovolêmico, resultante da crucificação.”
A tortura de CristoOs efeitos físico do longo sofrimento a que Jesus foi submetido em seu calvário.• Coroa de espinhosCravados em sua cabeça, os espinhos penetraram o couro cabeludo e causaram nevralgia do trigêmeo e do nervo occipital, com dores lancinantes (nem a morfina ameniza). Os espinhos da coroa eram da planta conhecida como espinheiro-de-cristo sírio, comum no Oriente Médio e que o autor cultivou em casa para avaliar a sua rigidez.• MãosAs palmas foram perfuradas na base do polegar, onde passa o nervo mediano - uma área sensível à dor, mas resistente. Suporta até 102 quilos de peso com os braços pendentes num ângulo de 65 graus. Réplica do prego usado na crucificação: de aço, 6.2 polegadas, base de 9 milímetros e ponta de 5 milímetros.• CoraçãoDores agudas no peito desencadearam pericardite (inflamação na membrana que envolve o coração). A lança arremessada contra o peito perfurou o átrio direito do coração e rompeu a aorta.• HematidroseFenômeno raro em que, sob forte stress e pânico, veias das glândulas sudoríparas (as do suor) se comprimem e se rompem, liberando sangue, que sai do corpo pelos poros - foi assim que Jesus transpirou sangue.• Tórax e pulmõesAçoites violentos causaram trauma no tórax. Sangue e líquidos acumularam-se nos pulmões. Jesus teve muita dificuldade para respirar e, quando conseguia, sentia dores extremas. Com certeza teve hemorragia, que causou colapso de um dos pulmões.• PésOs pregos nos pés pressionavam os nervos, desencadeando dores excruciantes e contínuas. Ao contrário do que se vê nessa imagem, Zugibe argumenta que os pés foram pregados separadamente.• Homem eletrodoZugibe selecionou quatro voluntários para realizar experimentos de sustentação na cruz. Com respiração, batimentos cardíacos e tensão muscular monitorados, o voluntário não demonstrou dificuldade para respirar, contrariando a tese de que Jesus teria morrido por asfixia na cruz. Jesus morreu de choque hipovolêmico (hemorragia e perda de fluidos corporais) e de choque traumático (decorrente da tortura e da crucificação). Jesus morreu na cruz.
ISTOÉ - Edição 1998 - 20/02/2008 Por NATÁLIA RANGEL